domingo, 8 de Julho de 2012

Concepção de Cenários de Aprendizagem em Ambientes Online


O Papel de um Instructional Designer




A função de um Instructional Designer é o de criar um plano, um ambiente ou uma base para o processo de ensino/aprendizagem, o que não pode ser confundido com o processo de ensino/aprendizagem em si. Implementar uma ação educacional implica, na realidade, lidar com incertezas, agir individualmente e reagir espontaneamente às influências do contexto –fator cuja importância tem vindo a ser cada vez mais reconhecida  nas diversas comunidades online.

Pincipais fases de um modelo ID:

1) Análise

Identificação das necessidades de aprendizagem, a caracterização dos alunos.

2) Design

Especificação do cenário no qual ocorrerá a aprendizagem, incluindo elementos como título, autor ou instituição responsável pela oferta, abordagem pedagógica,objetivos de aprendizagem, papéis, conteúdos,medias e ferramentas.

3) Desenvolvimento

Programação de atividades, interações e regras de adaptação a serem aplicadas durante a fase de execução.

4) Implementação

Participação dos alunos na (re)definição de objetivos, bem como na seleção de estratégias de aprendizagem e mecanismos de avaliação
 
 5) Avaliação

Considera-se métodos alternativos e perspectivas de longo prazo, tais como projetos, portefólio,analise de desempenho ou estatísticas sobre o percurso da aprendizagem.

Componentes para a  Concepção de um 
Design de Aprendizagem Online




Estudo de Caso:

O Instituto Piaget criou unidades curriculares online (UC), estas eram comuns em diferentes cursos (Psicologia, Educação Básica, Enfermagem...) e de distintas zonas geográficas (Almada, Viseu, Gaia...).
Estas unidades curriculares passaram para um regime de b-learning, com forte presença online assumidas por docentes para turmas nacionais, independentemente das escolas ou dos cursos a que os estudantes pertenciam.
O facto das unidades curriculares estarem presentes em todas as licenciaturas, criou uma oportunidade de construir comunidades de aprendizagem nacionais, em espaço virtual.
Para implementar as unidades curriculares no regime b-learning foi criada a seguinte estrutura:

a) Conceção do design de aprendizagem

Teve-se em conta alguns princípios: houve componentes estruturais presentes em todas as UC, tais como: os fóruns «notícias» e «dúvidas», a planificação cuidada e explícita no «Guia Pedagógico Semestral», objetos de aprendizagem multimédia, vídeo de apresentação, regulamento de avaliação das UC.

b) Desenvolvimento e implementação da UC

Foi elaborado um «Guia Pedagógico Semestral» (conteúdos, estrutura, recursos pedagógicos, sites, atividades a realizar pelos estudantes e os critérios de avaliação). Estabeleceu-se a dinamização das salas de aula virtuais (fóruns) através da comunicação assíncrona (existência de três tipos de padrões comunicacionais: estudante-conteúdo, estudante-docente, estudante-estudante). Adoptaram-se os modelos pela resolução de problemas de Jonassen (1999) e de Hannafin, Land & Oliver (1999) designados respetivamente, Constructivist Learning Environments e Open Learning Environments e os modelos de Salmon e de Garrison et al (2000).

c) Avaliação

Comparou-se as notas finais obtidas em regime face a face (2008/2009) e b-learning (2009/2010) para fins estatísticos.
Constatou-se que a metodologia de b-learning é, mais exigente e requer um tipo de competências e disposições que muitos estudantes não estão completamente habituados a desenvolver (o que pode, em alguns casos, ser um obstáculo e gerar resistências).
Reconheceu-se que o docente no regime b-learning, tem que estar mais disponível e empenhado em relação à metodologia tradicional.
Em relação ao processo de estruturação das atividades na UC - bottom up (tarefas que se somam para formar um todo mais complexo) ou top-down (concebem atividades completas e se exercitam os estudantes em cada uma das suas componentes) - considerando que a melhor estratégia a adotar depende, do que os estudantes têm que aprender.

As Plataformas de Aprendizagem Online tais como a Moodle permitem reequacionar o processo de ensino-aprendizagem.
Contudo, esta mudança não deve ser vista em termos tecnológicos, mas também de mentalidade, implicando repensar os papéis do docente e do estudante.

Modelos Congruentes com as 
Concepções Construtivistas da Aprendizagem

a) E-Moderating 

  

Demonstração do uso do Modelo E-Moderating.

b) Modelo de Comunidades de Investigação



Descrição da fusão de modelos.

SITOGRAFIA:

 http://pt.scribd.com/doc/22329738/Design-Instrucional-Contextualizado

http://www.slideshare.net/patricia2005/piaget-online

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